Bias, Seriousness and Opinion in fashion journalism

During this week I’ve been studying a little deeper the political journalism, reviewing my whole conception of what is or isn’t immoral. Acknowledging the limits of the bias and the role the press plays, directly or indirectly in the life of each one of us.

About the impartiality, I stopped believing in it a long time ago, after all, behind every periodical publication there aren’t machines, cold and concrete, but human beings, full of anxieties and experiences that reveal distinct tastes and viewpoints .

With this reflection was inevitable not to think about my work,  my area of  expertise ,  my professional capacity and compare it to the topic in which I was involved.

Observing different newspapers, magazines, news and sites focused on the political sector (national and international) is possible to detect  specific currents and tendencies, even if the media vehicles proclaim  themselves unbiased. This is something natural.

However, within the press focused on the fashion something completely different happens. Apart from rare exceptions, the publications of our editorial and virtual sector has not formed an opinion (in relation to the Brazilian press, the situation is even worse).

 Tell me, how many times have you seen a huge fashion magazine criticizing a collection??? Usually there are vehicles (especially printed) praising any designer who presents himself in a fashion week, so visibly superficial. How about brands which are already on the market? These can’t make any mistake.

Reviewing the arts and taking the example of the Renaissance master, Leonardo da Vinci, were all his creations masterpieces? Why then Miuccia Prada (without underestimating her work) can’t  make something wrong?

To answer this question we must mention a few points that are rooted in the  fashion-consumer-information connection:

Firstly, the fashion press is critically dependent on the industry. How? Think about the magazines, their  major return  is propaganda, some may have up to 70% of the printed sheets covered with ads. To keep them, the magazines become official “ass-kissers”  of the big conglomerates.

Such reasoning is completely mistaken, both from the media and businesses.

The brands need to understand  that a review made with a great  analysis and furthered by  qualified and experienced professionals will always be constructive to the brand image after all, this is an opportunity to reevaluate their concepts, modeling, quality, workmanship and staff in order to improve their work.

This fact is also not a major obstacle for the journalists no longer witness the collections of the circuit.

Moreover, such criticism does not really affect the brands budget, such comments and articles will be read only by people working in the area and not by the general public. Or will an assiduous customer of Dior or even of Juicy Couture stop buying because of it? Of course not, the public is built with a lot of marketing and the constant search for improvement.

Seriedade, polarização e opinião no jornalismo de moda

Durante esta semana estive estudando um pouco mais a fundo o jornalismo político,  revendo toda a minha concepção do que é ou não imoral . Constatando os limites da parcialidade e o papel que a imprensa exerce  direta, ou indiretamente na vida de cada um de nós.


Sobre a imparcialidade, desta, já desacredito há muito, afinal, por trás de toda publicação periódica não existem máquinas, frias e concretas, mas seres humanos, repletos de angústias e vivências, que revelam gostos e pontos de vistas distintos.


Com essa reflexão seria inevitável não pensar no meu trabalho,na minha  área de atuação, na minha capacidade profissional e compará-la ao assunto pelo qual me envolvia.

Observando diferentes jornais, revistas, telejornais e portais de informação focados no setor político (nacional e internacional) é possível detectar correntes e tendências específicas, por mais imparciais que se digam os veículos midiáticos. Isto é algo natural.


Porém, dentro da imprensa focada na área de moda acontece algo totalmente diferente. Salvo raras exeções , as publicações editorias e virtuais do nosso setor não tem uma opinião formada (no que tange à imprensa brasileira a situação é ainda mais grave).


 Me diga, quantas vezes você viu uma grande revista de moda criticando uma coleção?  Normalmente vê-se os veículos (em especial os impressos) elogiando todo e qualquer estilista que se apresente numa fashion week, de forma visívelmente superficial.E quanto às grifes já estabelecidas no mercado? Essas não erram em uma peça sequer!


Analizando as artes plásticas e tendo como exemplo o mestre o Renascimento , Leonardo daVinci, nem todas suas criações foram Obras Primas, certo? Porque então Miuccia Prada ( não menosprezando nem um pouco seu trabalho) não pode errar?


Para responder à essa pergunta é preciso citar alguns pontos que se encontram enraizados na relação moda-consumo-informação:

Em primeiro lugar a imprensa de moda é extremamente dependente da indústria. Como? Pense nas revistas, a maior arrecadação delas é a propaganda, algumas chegam a ter até 70% das folhas impressas cobertas de anúncios. Para mantê-los, as revistas viram uma espécie de “puxa-saco” oficial dos grandes conglomerados.
Tal raciocínio é totalmente equivocado, tanto por parte da imprensa como das empresas.


É necessário que as grifes compreendam que uma crítica  feita com muita análise e aprofundamento por profissionais qualificados e experientes será sempre construtiva para a imagem da marca, afinal, é uma oportunidade para esta reavaliar seus conceitos, modelagem, qualidade, acabamento e equipe de modo a aperfeiçoar seu trabalho. 


Este fato também não é um impasse para que os principais jornalistas da área deixem de presenciar as coleções do circuito. 


Além do mais, tais críticas não afetarão efetivamente o orçamento das grifes, visto que tais comentários e artigos serão vistos apenas por pessoas que trabalham na área e não para o público em geral. Ou será que uma cliente assídua da Dior ou mesmo da Juicy Couture vai deixar de consumir por conta disso? claro que não, o público se constrói com muito marketing e com a busca constante pelo aperfeiçoamento.

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